1/15/2018

Despejo de esgoto sem tratamento nos rios, lagos e mares: problema ambiental, social e de saúde pública

Mais de metade da população brasileira não possui acesso ao tratamento de esgoto. Despejo irregular prejudica a qualidade das águas
Larissa Straci, para o Boletim InfoAmbiental.
O despejo de esgoto sem tratamento nos rios, lagos e mares está afetando a qualidade das águas brasileiras e têm se tornado um problema ambiental, social e de saúde pública. Dados do Instituto Trata Brasil, divulgados no último mês de outubro apontam que de todo o esgoto produzido no país, apenas 38% passa por algum tipo de tratamento. Isso significa que mais de 100 milhões de brasileiros, mais da metade da população do país, não possui acesso aos serviços de saneamento básico e todo esgoto produzido por essa população é despejado in natura em nossos mananciais. O levantamento, intitulado Ranking do Saneamento mostra que a coleta de esgotos chegou a 61,40% da população nas 100 maiores cidades do Brasil e à somente 48,1% no restante do país, no ano de 2011.
“Desde os anos de 1970, a prioridade dos governos foi levar água de qualidade para as pessoas, mas houve um descaso generalizado com o esgoto. Algumas regiões, como o Sudeste se desenvolveram mais rapidamente e estão mais avançadas, mas regiões como o Norte e Nordeste são as que mais sofrem com este descaso histórico”, enfatiza Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil.
Álvaro José Menezes da Costa, presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) e vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), comenta que as água superficiais estão sendo agredidas de forma muito acentuada. “Ao longo de muitos anos as cidades vêm crescendo sem planejamento e sem controle, levando a uma expansão habitacional muito superior ao crescimento de sistemas de coleta/tratamento de esgotos e drenagem urbana. Assim, rios, lagoas e mares sofrem com o lançamento de esgotos in natura e de águas servidas que não são coletadas por sistemas públicos de esgotamento sanitário ou, muitas vezes, são lançadas em redes de drenagem de forma clandestina ou até intencional”, aponta. Segundo Menezes da Costa, problemas na gestão dos serviços provocam o transbordo de esgoto em áreas públicas, o que acaba chegando aos corpos d’água e se infiltrando no solo.
Mauro Banderali, especialista em instrumentação hidrometeorologica da Ag Solve, explica que embora a disponibilidade de água no Brasil seja imensa, é preciso garantir sua qualidade para as gerações futuras. “Por isso, ao detectar contaminantes nas reservas de água subterrânea e superficial, é necessário tomar medidas para evitar o agravamento do problema causado pelo esgoto. É necessário que se invista em tecnologia para que as gerações futuras possam desfrutar a imensa quantidade de água disponível no território brasileiro com qualidade”, aponta.
Problema de saúde pública
A falta de sistemas de esgotos nas cidades é sem dúvidas um problema de saúde pública, pois pode provocar doenças que são transmitidas por meio hídrico ou pelo contato direto com o esgoto. “O estudo “Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População”, realizado pelo Trata Brasil, mostrou que em 2011, quase 400 mil pessoas foram internadas por diarreia no Brasil. São números expressivos que representam uma grande parcela de um montante gasto em saúde pública no país. O estudo mostrou também que cidades que investiram em saneamento básico ao longo dos anos hoje chegam a gastar 40 vezes menos em saúde do que as cidades que nada investiram e convivem com as doenças da água poluída”, confirma Édison Carlos, do Trata Brasil.
Para Álvaro José Menezes da Costa os esgotos a céu aberto ou decorrentes de sistemas fossa-sumidouro também podem trazer danos à saúde pública. “Nos últimos anos, é visível a relação entre gastos no Sistema Único de Saúde (SUS) e ausência de redes de esgoto. Mais de 88% das mortes por diarreia no mundo decorrem de falta de redes de esgoto e no Brasil este número é superior a 80%. Em 2011, mais de R$ 140 milhões foram gastos com internação pelo SUS para tratamento de diarreias no Brasil”, salienta o presidente da CASAL.
Mauro Banderali defende que o tratamento do esgoto deve ser realizado para garantir a saúde da população e o acesso à água de qualidade. “Mesmo que a água for utilizada para fins não potáveis, deve-se atingir um padrão mínimo de qualidade e monitorar a quantidade de compostos químicos que estão presentes na água. Iniciativas para recuperar a qualidade das águas dos rios, mares e lagos são essenciais para a saúde das próximas gerações”.
Saneamento ainda não é prioridade no país
O setor de saneamento ficou sem recursos para esgotos por mais de 20 anos, durante as décadas de 1980 e 1990. Hoje, apesar dos recursos existentes, o uso não está sendo aplicado corretamente em razão da falta de planejamento e gestão dos anos anteriores. “Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades, o Brasil tem investido entre R$ 8 e R$ 9 bilhões ao ano quando deveria estar investindo acima dos R$ 15 bilhões para poder universalizar o acesso à água e esgotos, nos próximos 20 anos”, revela Édison Carlos. Ele comenta que o Instituto Trata Brasil monitora 138 obras de esgotos do Programa de Aceleração e Crescimento (PAC). “Constatamos que após cinco anos do início do projeto, somente 14% das obras de esgotos estão prontas; a maioria, 65% das obras, estão atrasadas, paralisadas ou sequer começaram. Significa que ainda há muito a ser feito”, expõe.
“Foram aplicados entre 2006 e 2013, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), R$ 16,8 bilhões, graças aos movimentos da sociedade em favor da proteção ambiental, sendo que R$ 7,5 bilhões (44%) foram destinados a obras de esgotamento sanitário. Esse investimento representou um avanço, já que para abastecimento de água a aplicação dos recursos chegou a 26%”, garante Álvaro Menezes da Costa. Segundo o vice-presidente da ABES, o próprio Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) prevê aproximadamente R$ 290 bilhões para esgotamento sanitário e R$ 160 bilhões para abastecimento de água. “Está havendo uma mudança de perfil dos investimentos com recursos públicos e as próprias Parcerias Público Privadas (PPP) já buscam atuar mais na área de esgotos”, confirma.
Medidas para resolver o problema do esgoto
Municípios que despejam esgoto nos rios têm que elaborar urgentemente planos e projetos para tratá-los. Segundo Banderali, a tecnologia pode ser uma grande aliada para o monitoramento do nível de poluição dos mananciais. “O monitoramento da qualidade das águas pode ser realizado com o uso de equipamentos de alta tecnologia, capazes de mensurar os mais diversos parâmetros das águas superficiais e subterrâneas”, garante. “Não adianta ficarmos na ilusão que nossos rios serão limpos, se estas cidades continuam jogando milhares de litros de esgoto diariamente em nossas águas. É preciso que a população cobre providências dos prefeitos para que deem prioridade total ao tema. É necessário também que se reduza a burocracia para acesso aos recursos financeiros do Governo Federal e as licenças ambientais saiam mais rapidamente para as obras de água e esgotos”, salienta o presidente do Instituto Trata Brasil.
Para Menezes da Costa, duas ações são fundamentais: implantar sistemas completos de esgotamento sanitário e proteger os mananciais, conservando e preservando as bacias hidrográficas. “É claro que tudo isso deve vir precedido de planejamento para rápida elaboração de bons projetos, obras bem executadas e da existência de entidades capacitadas para fazer a gestão dos serviços”, expõe.
EcoDebate, 17/12/2013

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12/20/2017

Como exibir apenas as assíntotas de uma função utilizando o GeoGebra?

 Fonte:http://www.prof-edigleyalexandre.com/2017/12/como-exibir-apenas-assintotas-de-uma-funcao-utilizando-geogebra.html



Comecei a estudar Cálculo em 2004 e após encerrar a faculdade, não tive mais contato com Limite, Derivada e Integral. Dedico meus esforços aos pequeninos do Fundamental 2 e Ensino Médio, dando-lhe base matemática suficiente para seguir tranquilo em um curso de Cálculo caso precisem um dia.
Recentemente voltei a estudar (revisar) Cálculo, desta vez dando um reforço extra para o meu irmão que cursa Economia. Estudar Cálculo Diferencial e Integral é um desafio para ele e principalmente para mim, pois nunca ensinei Cálculo. Entender Cálculo é uma coisa, ensinar é totalmente diferente.

Para auxiliar em seus estudos sempre faço questão de utilizar o GeoGebra para mostrar o comportamento de funções de 1º e 2º grau, por exemplo, como mostrei nos artigos Applet para o estudo da função polinomial de primeiro grau com o GeoGebraEstudo do sinal da função polinomial do 2º grau com o GeoGebra.

Nessa postagem trago uma dica bem simples de como exibir apenas as assíntotas horizontais, verticais e oblíquas de uma função utilizando o GeoGebra. Nesse sentido o GeoGebra oferece a interatividade e o dinamismo em estudar a existência das assíntotas e assim esboçar o gráfico, não deixando espaço para más interpretações causadas por desenhos feitos em papel.

Como exibir apenas as assíntotas de uma função utilizando o GeoGebra?

Se não conhece o GeoGebra recomendo que leia o artigo Entenda sobre as diferentes versões do software GeoGebra para desktop e dispositivos móveis.

Tome como exemplo o seguinte exercício para encontrar as assíntotas horizontais e verticais da função racional y=x9x2+3x+2
. Para encontrarmos as assíntotas horizontais devemos calcular o limite da função quando ela tende a + e quando tende a .




Assíntotas horizontais

O objetivo da postagem não é mostrar o cálculo do passo a passo desses limites, portanto temos:

limx+x9x2+3x+2=1 (A. H.) - Reta paralela ao eixo X que passa por y=1.
limxx9x2+3x+2=1 (A. H.) - Reta paralela ao eixo X que passa por y=1.

Caso se interesse em resolvê-lo, a dica é: divida o numerador e denominador da função por x. Cuidado quando fazer isso quando x.

Assíntotas verticais

Para encontrarmos as assíntotas verticais devemos analisar quando o denominador da função é igual a zero, pois de trata de uma função racional, e, portanto, o seu denominador não pode ser zero.

Em vez de usar Bhaskara, fatore a equação x2+3x+2=0. Assim temos:

x1=1 (A. V.)    ou   x2=2 (A. V.)

Esses são os valores que zeram o denominador da função. São as retas paralelas ao eixo Y que passam por x1=1 e x2=2. Para um gráfico manual, não esqueça de verificar quando o limite da função tende a 1 e 2 pela esquerda e pela direita.


Utilizando o GeoGebra para verificar as assíntotas

Supondo que você fez todo o passo a passo nos cálculos dos limites, fica a dúvida: será que errei?

Com a ajuda do GeoGebra você pode verificar se seus cálculos estão corretos ou errados e de quebra analisar melhor como se comporta a função em relação as suas assíntotas.

1º) Execute o GeoGebra.

2º) No Campo de Entrada localizado na parte inferior da janela, digite o comando Assíntota[<função>]. Quando digitar as primeiras letras aparecerão algumas opções logo acima e então escolha Assíntota [<função>]. Apague <função> e digite a função desejada. Se não estiver aparecendo o Campo de Entrada vá até ao menu Exibir o ative.

3º) Digite o comando para a função y=x9x2+3x+2
, dessa forma: Assíntota[(x-9)/( sqrt(x^2+3x+2))] (sqrt é o comando para raiz quadrada) e tecle ENTER.

4º) Será exibido as assíntotas horizontais e verticais da função.

Assíntotas com o GeoGebra

5º) Se quiser exibir o gráfico da função, basta digitar o comando no Campo de Entrada: y=(x-9)/( sqrt(x^2+3x+2))

Como verificado, realmente temos:
limx+x9x2+3x+2=1
(A. H.)
limxx9x2+3x+2=1
(A. H.)
x1=1
(A. V.)
x2=2
(A. V.)
Se preferir você também pode testar com o Wolfram Alpha que calcula os limites laterais de funções.
Exercício: verifique com o GeoGebra se a função y=x3x2+3x10
tem assíntotas horizontais, verticais e oblíquas.
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PERFIL DO PROFESSOR


Formado em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal do Pará (UFPA/UFRJ/Consórcio CEDERJ), Já atuei em Belém e Castanhal como professor de Cursinho e Concurso, Cursos preparatórios: Hertz e Liderança. Técnico em Saneamento -IFPA - Representante titular do Comitê Gestor do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar - PEAAF no Estado do Pará.(SEMAS/SEDUC). Membro A Comissão Organizadora Estadual-COE,V Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente do Estado do Pará(PORTARIA No 1481 / 2017 – GS/SEDUC). Integrante da Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Educação do Estado do Pará (SEDUC-PA).


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